Open finance para PSPs é o uso estratégico dos dados financeiros compartilhados por portadores, via consentimento regulado pelo Banco Central, para construir produtos de pagamento, aprovação e crédito mais competitivos sem depender exclusivamente de histórico interno.
Em fevereiro de 2026, o sistema completou cinco anos com 100 milhões de clientes conectados e 154 milhões de consentimentos ativos, segundo o dashboard oficial do Open Finance Brasil. No mesmo período, o volume de iniciação de pagamentos saltou de R$3,2 bilhões para R$15,3 bilhões em apenas um ano, crescimento de 379%.
O sistema não está emergindo.
A maioria dos PSPs ainda trata open finance como pauta de compliance. Essa leitura vai custar margem antes de aparecer em qualquer relatório.
Três mudanças que já aconteceram
1. Aprovação não depende mais só do dado interno
Quando um portador autoriza o compartilhamento do seu histórico financeiro, o PSP receptor passa a enxergar comportamento real de pagamento, não apenas score de bureau. Isso muda o motor de aprovação de forma permanente, e sem custo adicional de aquisição de dado.
Segundo a Febraban, o volume de chamadas de APIs cresceu 116% em 2024 comparado com 2023, com 99% concentrado em dados cadastrais e transacionais. Os dados já estão disponíveis. Quem não está usando está jogando aprovação fora.
2. Iniciação de pagamento virou canal de captura própria
O Iniciador de Transação de Pagamento (ITP) permite processar um pagamento Pix diretamente do ambiente do merchant, com autenticação do portador e execução pelo banco em segundo plano. O comprador não sai da plataforma. Não vê a URL de nenhum terceiro.
Para PSPs que operam e-commerce e marketplace, isso representa um canal de captura que, há três anos, simplesmente não existia. Construir esse fluxo agora é mais fácil do que vai ser quando todo concorrente já tiver feito.
3. Portabilidade de crédito: oportunidade ou ameaça
O Banco Central sinalizou a portabilidade de crédito como próxima evolução dentro do Open Finance para 2026. Um cliente com bom histórico em outro banco pode migrar as condições para quem oferecer a melhor proposta, sem precisar construir relacionamento do zero.
Para PSPs com carteira de recebíveis, isso é captação de volume com custo de aquisição estruturalmente menor, porque o dado que embasaria a proposta já existe e o cliente pode apresentá-lo formalmente sem precisar reconstruir histórico do zero com a nova instituição. Para quem não está posicionado, é perda de carteira para quem está. O dado do cliente vai existir de qualquer forma. A pergunta é quem vai usá-lo.
O que não foi ajustado ainda
Conectar é a parte fácil.
O que a maioria dos PSPs ainda não fez é integrar os dados recebidos ao motor de decisão operacional. Ter consentimento ativo não é vantagem nenhuma se o dado não muda como a operação aprova, cobra ou calibra antifraude. É só uma coluna a mais no banco de dados que ninguém lê.
O segundo ponto não ajustado é a iniciação de pagamento. Muitos PSPs têm a conversa técnica interna sobre o ITP, sabem que existe, chegam a levantar o custo de integração. Mas ainda não construíram o fluxo para operar como iniciador. Enquanto isso, o volume de pagamentos iniciados dentro do Open Finance cresceu 379% em um ano. Cada PSP fora desse posicionamento está cedendo espaço para quem entrou.
Quanto isso representa no caixa
Para um PSP com R$50 milhões em TPV mensal e taxa de rejeição de 3%, isso é R$1,5 milhão em transações que não passaram. Se 40% dessas rejeições têm origem em dado insuficiente de crédito, corrigíveis com dado de open finance, o potencial de recuperação é R$600 mil por mês.
Com CDI em 14,15% ao ano (1,11% ao mês), cada real recuperado tem custo de oportunidade real. Mas o número que importa na reunião com o board não é esse. Com margem de 12%, R$600 mil por mês em aprovação recuperada equivale a R$5 milhões de receita adicional sem custo de venda.
É justo dizer que esse cálculo pressupõe que a rejeição seja por dado insuficiente, não por risco real. Nem toda rejeição é recuperável com mais informação. Se a carteira tem inadimplência estrutural alta, open finance resolve parte do problema, não a causa.
Como nós da Barte operamos
Nós da Barte entregamos infraestrutura de processamento com marca própria para PSPs que querem operar no digital sem ficar presos a um único fornecedor. O merchant do seu cliente paga na sua URL, você define o markup por cliente, nós processamos.
Operações que rodam conosco têm banking integrado com Pix ilimitado e rendimento sobre saldo. Para PSPs com R$10 milhões ou mais em processamento por mês, R$10M × 1,11% × 0,5 representa R$55.500 por mês em float que pode render, em vez de sumir sem deixar rastro na P&L.
O antifraude que nós da Barte aplicamos é calibrado por vertical da carteira, não motor genérico. A diferença aparece na taxa de falso positivo: menos bloqueio indevido, mais aprovação, chargeback sob controle.
Pergunta para o seu atual provedor de infraestrutura: se eu quiser oferecer ao meu cliente checkout com minha marca, banking integrado e recovery automático de vendas na mesma plataforma, em quanto tempo isso está em produção?
Se a resposta envolver múltiplos fornecedores ou um prazo vago, a sua operação tem um ponto de concentração. O open finance vai expor isso antes de você ter tempo de se preparar.
Quero estruturar minha operação com a Barte
FAQ: open finance para PSPs
O que é open finance para PSPs? Open finance para PSPs é o uso estratégico dos dados financeiros compartilhados por portadores, via consentimento regulado pelo Banco Central, para melhorar aprovação, reduzir rejeição e criar novos canais de pagamento sem depender apenas de histórico interno. Não é pauta de compliance. É ferramenta de crescimento de receita.
PSP pode operar como iniciador de pagamento (ITP)? Sim. O Banco Central autoriza que PSPs e fintechs se habilitem como Iniciadores de Transação de Pagamento, o que permite processar pagamentos Pix diretamente da plataforma do merchant, sem redirecionar o comprador para o banco. O fluxo acontece dentro do checkout, com consentimento do portador e execução em segundo plano.
Qual o volume atual de iniciação de pagamentos no Open Finance? Segundo dados do Banco Central, o volume de iniciação de pagamentos saltou de R$3,2 bilhões em 2024 para R$15,3 bilhões em 2025, crescimento de 379% em um ano. O sistema tem hoje mais de 154 milhões de consentimentos ativos, segundo o dashboard oficial do Open Finance Brasil.
Como o open finance muda a taxa de aprovação do PSP? Com consentimento do portador, o PSP receptor acessa o histórico transacional real, incluindo comportamento de pagamento em outras instituições. Isso permite calibrar o motor de aprovação com mais informação, reduzindo rejeição por dado insuficiente sem ampliar exposição a risco. O efeito é maior em carteiras com alto volume de clientes sem histórico longo no PSP.
O que a Barte oferece para PSPs que querem operar no digital? Nós da Barte entregamos infraestrutura de processamento com marca própria: checkout e link de pagamento na URL do seu cliente, banking integrado com Pix e rendimento sobre saldo, recovery automático via WhatsApp com IA e suporte humano com resposta em minutos. O merchant vê a sua marca. A recorrência fica com você.

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