Iniciação de pagamento via open finance é o serviço pelo qual uma instituição credenciada pelo Banco Central (o ITP, Iniciador de Transação de Pagamento) instrui o banco onde o pagador mantém conta para executar uma transferência Pix, sem que o pagador precise abrir o app bancário e sem que o ITP detenha os fundos em nenhum momento do processo.
Em 2025, as transações via iniciação de pagamento saltaram de 7,4 milhões para 64,5 milhões de operações no Brasil, segundo dados do Banco Central. Em valor, de R$ 3,2 bilhões para R$ 15,3 bilhões. Oito vezes. Em doze meses.
Se você ainda trata isso como tendência, a conta não fecha.
Como o fluxo funciona
O processo envolve dois papéis distintos: o ITP, que recebe a instrução de pagamento do usuário, e a instituição detentora de conta, que executa o débito. O dinheiro vai diretamente de uma conta à outra, via infraestrutura Pix do Banco Central. O ITP não toca nos fundos.
Na versão com redirecionamento, ainda vigente em parte dos fluxos, o pagador é encaminhado para o internet banking da sua instituição para autenticar e confirmar. Funciona, mas quebra a jornada de compra no ponto onde o abandono é mais provável.
A Jornada Sem Redirecionamento (JSR) resolve isso. A autenticação acontece via credencial criada no próprio dispositivo do pagador, e o processo inteiro se conclui no ambiente do ITP, sem troca de app e sem saída da tela de compra.
A JSR tornou-se obrigatória para todas as instituições detentoras de conta do arranjo Pix em 6 de fevereiro de 2026, conforme Resolução BCB 541/2025. A extensão para PJ, ambiente desktop e Pix Automático foi ao público geral em 22 de abril de 2026.
O que muda para o PSP
O ITP não detém os fundos. O dinheiro sai da conta do pagador e vai direto para o recebedor, via infraestrutura Pix do Banco Central. Parece óbvio, mas esse detalhe muda como você lê o modelo de risco e o modelo de receita da operação inteira.
E tem uma implicação direta para quem opera como PSP: você não precisa obter a licença de ITP para embutir iniciação de pagamento no produto dos seus merchants. Existem provedores de infraestrutura que entregam essa capacidade via API, com a estrutura regulatória do Open Finance Brasil já contemplada.
O que muda no produto é onde o checkout conversa. Em vez de o merchant redirecionar o comprador para gerar um QR Code Pix no app bancário, o PSP passa a oferecer um fluxo onde o pagamento é iniciado diretamente no ambiente do merchant, com autenticação simplificada e sem interrupção da jornada de compra.
Onde a complexidade mora
Aqui é onde a maioria subestima o tamanho do problema.
Integrar com o Open Finance exige mais do que uma chamada de API. O consentimento do pagador precisa ser obtido e gerenciado conforme as especificações do Open Finance Brasil, e o tratamento de timeout de sessão, erros de autenticação e ciclo de vida do consentimento seguem regras específicas que são atualizadas à medida que o ambiente regulatório avança.
Na JSR, o ITP passa a ser responsável pelo ambiente de vinculação de conta e pela integridade das credenciais criadas no dispositivo do pagador. Qualquer falha nesses controles pode gerar incidente de segurança com obrigação de reporte ao Banco Central.
A gente vê isso com frequência: o time entrega a integração, fecha o sprint, e seis meses depois está correndo para atualizar porque o Open Finance publicou nova especificação de API.
O custo real não é a integração. É a manutenção contínua de uma camada que muda com frequência, enquanto o time ainda tem sprint de produto, sellers reclamando e operação rodando.
Pergunta para o seu time técnico: se o Open Finance Brasil publicar uma atualização de especificação amanhã, em quanto tempo você consegue reprocessar a integração e validar em sandbox antes do prazo de obrigatoriedade?
Se a resposta demorar mais que alguns dias, você tem débito técnico crescendo silenciosamente.
Como a Barte atua aqui
Para PSPs que operam com a infraestrutura da Barte, o processamento online com marca própria já contempla checkout digital com antifraude calibrado por perfil de carteira, redundância de provedor e banking integrado. O comprador paga na URL do PSP. A Barte não aparece.
Motor genérico de antifraude bloqueia quem é legítimo. A gente sabe disso. Em fluxos de checkout digital, falso positivo interrompe a jornada antes de o pagamento ser concluído, gera abandono e penaliza a taxa de conversão do merchant, não do provedor. O antifraude da Barte é calibrado para o perfil real da carteira de cada PSP.
Nós da Barte trabalhamos com markup flexível por cliente, sem tabela única. O PSP define a margem por perfil de merchant sem depender de uma estrutura de precificação que o fornecedor pode alterar unilateralmente.
Quer estruturar sua operação de pagamentos online com marca própria, antifraude calibrado e suporte humano sem bot? Acesse whitelabel.barte.io.
Perguntas frequentes sobre iniciação de pagamento
O que é iniciação de pagamento via open finance? É o serviço pelo qual um ITP credenciado pelo Banco Central instrui o banco do pagador para executar uma transferência Pix sem que o pagador precise acessar o app bancário. O ITP não retém os fundos em nenhum momento: o dinheiro transita diretamente entre as contas do pagador e do recebedor.
O que é a Jornada Sem Redirecionamento (JSR)? A JSR é a modalidade de iniciação de pagamento em que toda a autenticação ocorre no ambiente do ITP, sem redirecionar o pagador para o internet banking do banco detentor de conta. Ficou obrigatória para todas as instituições participantes do Pix em fevereiro de 2026, conforme Resolução BCB 541/2025.
Um PSP precisa ser ITP para oferecer iniciação de pagamento? Não. PSPs podem acessar essa capacidade via provedores de infraestrutura que já detêm a licença e a integração técnica com o Open Finance Brasil. Nesse modelo, o PSP embute a jornada no produto sem precisar construir e manter a camada regulatória do ITP diretamente.
Qual foi o crescimento da iniciação de pagamento no Brasil? Segundo dados do Banco Central, o volume saltou de R$ 3,2 bilhões em 2024 para R$ 15,3 bilhões em 2025. Em operações, de 7,4 milhões para 64,5 milhões de transações no mesmo período.
Como a Barte apoia PSPs que operam no digital? A Barte oferece processamento online com marca própria: o comprador paga na URL do PSP, com antifraude calibrado por perfil de carteira, banking integrado com float monetizável e suporte humano dedicado. Mais detalhes em whitelabel.barte.io.
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)