Open finance B2B é o conjunto de mecanismos regulados pelo Banco Central que permite a empresas compartilharem dados financeiros entre instituições autorizadas por APIs padronizadas, com consentimento explícito, para acessar melhores condições em crédito, pagamento e gestão financeira.
O Brasil se tornou o maior sistema de Open Finance do mundo. Em 2025, os consentimentos únicos cresceram 143% em relação a 2024, segundo o dashboard oficial do Open Finance Brasil, com mais de 154 milhões de consentimentos ativos e 100 milhões de contas conectadas entre pessoas físicas e jurídicas.
A maioria das empresas de pagamento leu esse número e continuou exatamente o que estava fazendo.
O dado importa menos do que o que ele implica: dados que antes ficavam presos num único banco agora podem circular entre instituições autorizadas. Quem tem a relação financeira com o merchant está sentado em cima de um ativo que ainda não precificou.
Três mudanças que já aconteceram
Dados viraram ativo de crédito
A lacuna de crédito para PMEs no Brasil chega a R$ 166 bilhões, segundo levantamento da FGV. Pequenas empresas pagam até seis vezes mais juros do que grandes corporações, de acordo com o Sebrae. Essa discrepância não é falta de disposição dos credores.
É falta de dados confiáveis sobre a operação real do negócio.
Quando um merchant autoriza o compartilhamento de dados transacionais no Open Finance, qualquer instituição participante passa a enxergar o histórico real de vendas, recebíveis e comportamento financeiro. A empresa de pagamento que processa as transações desse merchant já tem esses dados. A pergunta é o que está fazendo com isso.
Nós da Barte acompanhamos dezenas de operações nesse estágio. A maioria trata os dados da carteira como dado interno de controle, não como ativo de relacionamento. Isso vai mudar nos próximos 18 meses, com ou sem a operação preparada para aproveitar.
Iniciação de pagamento cria nova posição
A Fase 4 do Open Finance, em implementação, expande a iniciação de pagamentos além do Pix. Transações podem ser iniciadas diretamente no ambiente da empresa de pagamento, sem redirecionar o comprador para o banco.
Para empresas de pagamento, isso abre duas frentes. A operacional: menos fricção no checkout, mais conversão para o merchant. A comercial: quem opera como Iniciador de Transação de Pagamento passa a ter uma posição na jornada financeira que antes era dos bancos.
Aliás, o nome técnico assusta mais do que deveria. O ITP não é uma nova camada de complexidade: é a formalização de algo que empresas de pagamento já fazem na prática, com governança e posição regulatória. As chamadas de APIs no Open Finance cresceram 116% em 2024 em relação a 2023, segundo pesquisa da Febraban.
O volume já está acontecendo. A disputa pela posição também.
Banking para o merchant vira diferencial
Float parado na conta do merchant é dinheiro que não trabalha. Para uma carteira com R$ 10 milhões em recebíveis e custo de capital de 1,1% ao mês, cada dia de liquidação mal aproveitado representa R$ 3.667 (R$ 10M × 1,1% ÷ 30 dias) que somem da operação sem aparecer em nenhum relatório.
Quando a plataforma oferece conta digital integrada com rendimento sobre saldo, o merchant tem razão concreta para concentrar mais volume no mesmo lugar. O Open Finance acelera isso porque permite que dados de diferentes bancos sejam consolidados num único ambiente, com visão de caixa atualizada.
Vale ser honesto sobre um ponto aqui: implementar banking integrado sem ter o processamento online resolvido primeiro é construir o segundo andar antes do térreo. Float só rende quando a transação fecha.
O que ainda não foi ajustado
A resposta padrão é colocar um link de "Open Finance" no portal e esperar que o merchant use.
Não vai funcionar.
A gente vê isso o tempo todo: operações com volume suficiente para jogar ofensivo, operando no modo passivo porque a plataforma não tem a infraestrutura que o posicionamento exige. Adicionar uma funcionalidade que o merchant não vai ativar sozinho não muda margem de ninguém.
Reposicionar uma plataforma como hub financeiro do merchant exige ter processamento online com segurança, banking integrado e visão ativa da carteira. Não um checkbox de conformidade.
A portabilidade de crédito prevista para 2026 vai acelerar o movimento de mercado. Quem chegar com a operação montada vai capturar volume de quem ainda estiver discutindo roadmap.
O que vemos na operação
Na plataforma white label da Barte, empresas de pagamento processam transações online com sua própria marca: o comprador paga na URL da empresa, o dinheiro vai direto para a conta dela. Vale para checkout, link de pagamento, e-commerce e marketplace, sem que o comprador veja nenhum intermediário no processo.
Quando uma venda online falha e pode ser recuperada, o sistema identifica o comprador, entra em contato via WhatsApp com IA e reprocessa em minutos, sem intervenção humana. Para carteiras ativas, isso representa até 11% a mais em vendas para os merchants sem mudança nenhuma na operação deles.
O banking integrado, com Pix ilimitado e rendimento sobre saldo, transforma float que hoje fica parado em receita desde o primeiro dia. O markup é configurado por cliente, sem tabela única que comprime a margem de quem tem carteira diversificada. Nós da Barte também calibramos o antifraude por perfil de carteira, não por motor genérico que bloqueia quem é legítimo.
A pergunta que expõe onde a operação está: se um merchant da sua carteira perguntar hoje como usar o histórico de transações que você processa para conseguir crédito com melhores condições, você tem uma resposta que não depende de encaminhar para outro fornecedor?
Se a resposta demorar mais de 30 segundos, a operação ainda está no modo passivo.
Veja como estruturar sua operação para capturar essas oportunidades e fale com um consultor em whitelabel.barte.io.
Perguntas frequentes sobre open finance B2B
O que é open finance B2B? Open finance B2B é o uso dos mecanismos de compartilhamento de dados financeiros regulados pelo Banco Central em contexto de empresas: uma PJ autoriza que instituições participantes acessem seu histórico transacional, de crédito e cadastral para obter melhores condições em serviços financeiros.
Como o open finance impacta empresas de pagamento? Empresas de pagamento que têm dados transacionais dos seus merchants podem usar o open finance para oferecer crédito, banking e iniciação de pagamentos diretamente na plataforma. Quem controla os dados da operação do merchant tem posição privilegiada nesse cenário.
O que é ITP no contexto de open finance? ITP (Iniciador de Transação de Pagamento) é a licença que permite iniciar pagamentos diretamente da conta do cliente, com consentimento, sem que o comprador precise abrir o aplicativo do banco. Para empresas de pagamento, essa posição na jornada financeira antes era exclusiva de grandes instituições bancárias.
O open finance vale para pessoa jurídica? Sim. Empresas podem compartilhar dados de extrato, crédito, câmbio e recebíveis entre instituições participantes do sistema. A portabilidade de crédito prevista para 2026 vai intensificar o uso corporativo, com impacto direto em quem processa e financia PMEs.
Como a Barte suporta empresas de pagamento nesse cenário? Na plataforma da Barte, empresas de pagamento operam com marca própria no online: processamento com sua URL, banking com float monetizável, recovery automático com IA via WhatsApp e suporte humano dedicado. O markup é flexível por cliente e o antifraude é calibrado para o perfil de cada carteira. Saiba mais em whitelabel.barte.io.
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