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Diferença entre open banking e open finance

Publicado em

3/6/2026

Diferença entre open banking e open finance

Imagem:

Open banking é o compartilhamento de dados bancários entre instituições autorizadas pelo Banco Central, enquanto open finance é a expansão desse modelo para todo o sistema financeiro, incluindo seguros, previdência, investimentos, câmbio e operações de crédito.

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A maioria dos CEOs de PSP ainda usa os dois termos como sinônimos. Entendemos o porquê: por muito tempo, a diferença era só de nome. O problema é que agora ela é de escopo, e quem está construindo produto em cima de dados financeiros precisa saber exatamente onde está pisando.

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Do banking para o finance: o que mudou

O open banking chegou ao Brasil em fevereiro de 2021, regulamentado pelo Banco Central. A lógica era direta: o dado pertence ao cliente, não ao banco. Se o cliente autorizava, a instituição era obrigada a compartilhar.

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Só que "banking" significa bancos. Cartões, contas correntes, crédito. Poderoso para o que cobria, mas fechado dentro de um segmento bem delimitado.

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Em 2022, o Banco Central expandiu o projeto e mudou o nome para open finance. A mudança de nome refletiu uma mudança real: passaram a fazer parte do sistema as seguradoras, as corretoras, as entidades de previdência, as operadoras de câmbio e as empresas de capitalização. O escopo triplicou. E com ele, o tipo de produto que dá pra construir.

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Quatro fases, um sistema

A implementação aconteceu em quatro fases. A primeira, em fevereiro de 2021, abriu os dados institucionais: canais de atendimento, produtos e serviços disponíveis. Útil para comparação de prateleira, mas sem dado de cliente ainda.

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A segunda fase, a partir de agosto de 2021, liberou o compartilhamento de dados cadastrais e de movimentações. Aí começou a ficar interessante.

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A terceira habilitou a iniciação de pagamentos e propostas de crédito, sem exigir que o cliente transitasse entre vários aplicativos. A quarta incorporou seguros, previdência, investimentos e câmbio, completando o que o Banco Central chama de sistema financeiro aberto.

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Segundo a Associação Open Finance, em 2026 o sistema reúne mais de 100 milhões de clientes ou contas conectadas e 154 milhões de consentimentos ativos. Entre 2024 e 2025, o crescimento em consentimentos únicos foi de 143%.

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Não é projeção. É operação.

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O que isso muda para quem constrói produto

Aqui está a premissa que merece revisão: open banking era sobre portabilidade de dado bancário. Open finance é sobre portabilidade de relacionamento financeiro completo, e essa frase tem consequência prática bem diferente.

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Para um PSP ou fintech que opera como plataforma, a diferença é estrutural. No modelo anterior, dava pra acessar histórico de conta e crédito do cliente. No modelo atual, é possível acessar o perfil de seguros, investimentos, previdência e câmbio, com o consentimento do cliente.

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Isso muda o que é possível oferecer. Uma plataforma que processa pagamentos B2B pode, com a infraestrutura certa e as credenciais regulatórias adequadas, fazer antecipação baseada no histórico financeiro completo do cliente, não apenas no histórico de transações dentro da própria plataforma.

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Tem um porém que vale mencionar. Participar como transmissor ou receptor de dados no open finance exige estar dentro do modelo de participação regulado pelo Bacen. Não é qualquer empresa que entra sozinha. A maioria dos PSPs e fintechs entra via parceiro que já tem a arquitetura e as licenças necessárias.

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Segundo a Febraban, o número de empresas conectadas ao sistema cresceu 146% em doze meses, de 239 mil para 589 mil. Quem não está acompanhando esse ritmo está deixando dados do próprio cliente dentro de outra instituição, sem acesso a eles.

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Como nós da Barte operamos nesse cenário

Nós da Barte oferecemos infraestrutura de pagamentos e emissão em modelo whitelabel. As empresas que operam com a Barte podem lançar produtos financeiros próprios dentro do sistema regulado, usando os dados que o open finance disponibiliza para personalizar ofertas de crédito, antecipação e serviços financeiros para seus clientes finais.

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Na prática, quando o open finance amplia o volume de dados disponíveis, o cliente da Barte consegue incorporar essas informações nos seus produtos. Sem construir tudo do zero. Sem precisar se tornar uma instituição financeira licenciada para isso.

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Pergunta para o seu time de produto: dos dados que o open finance agora disponibiliza, quantos você consegue acessar hoje para personalizar a oferta de crédito ou antecipação para o seu cliente final? Se a resposta for "nenhum" ou "não sei", o problema não é regulatório. É de infraestrutura.

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Quer entender como a Barte pode dar acesso a essa infraestrutura sob a sua marca? Acesse whitelabel.barte.io.

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Perguntas frequentes sobre open banking e open finance

O que é open banking? Open banking é o sistema de compartilhamento de dados bancários entre instituições autorizadas pelo Banco Central, mediante consentimento do cliente. Inclui dados de contas, cartões e operações de crédito. Surgiu no Brasil em fevereiro de 2021 e foi a base regulatória do open finance.

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O que é open finance? Open finance é a expansão do open banking para todo o sistema financeiro brasileiro. Inclui seguros, previdência, investimentos, câmbio e capitalização, além dos dados bancários originais. É regulado pelo Banco Central e segue os requisitos de consentimento da LGPD.

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Qual a diferença prática entre open banking e open finance? A diferença está no escopo dos dados disponíveis. Open banking cobre apenas produtos bancários. Open finance amplia para todo o relacionamento financeiro do cliente, incluindo seguros, previdência e investimentos. Para quem constrói produtos financeiros, isso significa acesso a um perfil muito mais completo para personalizar ofertas.

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O cliente precisa pagar para participar do open finance? Não. O compartilhamento de dados é gratuito para o cliente. A autorização é voluntária, pode ser revogada a qualquer momento e segue os requisitos de consentimento da LGPD.

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Como a Barte se posiciona nesse cenário? Nós da Barte oferecemos infraestrutura de pagamentos e emissão em modelo whitelabel. As empresas que operam com a Barte podem lançar produtos financeiros próprios dentro do sistema regulado, usando os dados do open finance para personalizar ofertas de crédito, antecipação e serviços financeiros para seus clientes finais.

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