Open banking é o compartilhamento de dados bancários entre instituições autorizadas pelo Banco Central, enquanto open finance é a expansão desse modelo para todo o sistema financeiro, incluindo seguros, previdência, investimentos, câmbio e operações de crédito.
A maioria dos CEOs de PSP ainda usa os dois termos como sinônimos. Entendemos o porquê: por muito tempo, a diferença era só de nome. O problema é que agora ela é de escopo, e quem está construindo produto em cima de dados financeiros precisa saber exatamente onde está pisando.
Do banking para o finance: o que mudou
O open banking chegou ao Brasil em fevereiro de 2021, regulamentado pelo Banco Central. A lógica era direta: o dado pertence ao cliente, não ao banco. Se o cliente autorizava, a instituição era obrigada a compartilhar.
Só que "banking" significa bancos. Cartões, contas correntes, crédito. Poderoso para o que cobria, mas fechado dentro de um segmento bem delimitado.
Em 2022, o Banco Central expandiu o projeto e mudou o nome para open finance. A mudança de nome refletiu uma mudança real: passaram a fazer parte do sistema as seguradoras, as corretoras, as entidades de previdência, as operadoras de câmbio e as empresas de capitalização. O escopo triplicou. E com ele, o tipo de produto que dá pra construir.
Quatro fases, um sistema
A implementação aconteceu em quatro fases. A primeira, em fevereiro de 2021, abriu os dados institucionais: canais de atendimento, produtos e serviços disponíveis. Útil para comparação de prateleira, mas sem dado de cliente ainda.
A segunda fase, a partir de agosto de 2021, liberou o compartilhamento de dados cadastrais e de movimentações. Aí começou a ficar interessante.
A terceira habilitou a iniciação de pagamentos e propostas de crédito, sem exigir que o cliente transitasse entre vários aplicativos. A quarta incorporou seguros, previdência, investimentos e câmbio, completando o que o Banco Central chama de sistema financeiro aberto.
Segundo a Associação Open Finance, em 2026 o sistema reúne mais de 100 milhões de clientes ou contas conectadas e 154 milhões de consentimentos ativos. Entre 2024 e 2025, o crescimento em consentimentos únicos foi de 143%.
Não é projeção. É operação.
O que isso muda para quem constrói produto
Aqui está a premissa que merece revisão: open banking era sobre portabilidade de dado bancário. Open finance é sobre portabilidade de relacionamento financeiro completo, e essa frase tem consequência prática bem diferente.
Para um PSP ou fintech que opera como plataforma, a diferença é estrutural. No modelo anterior, dava pra acessar histórico de conta e crédito do cliente. No modelo atual, é possível acessar o perfil de seguros, investimentos, previdência e câmbio, com o consentimento do cliente.
Isso muda o que é possível oferecer. Uma plataforma que processa pagamentos B2B pode, com a infraestrutura certa e as credenciais regulatórias adequadas, fazer antecipação baseada no histórico financeiro completo do cliente, não apenas no histórico de transações dentro da própria plataforma.
Tem um porém que vale mencionar. Participar como transmissor ou receptor de dados no open finance exige estar dentro do modelo de participação regulado pelo Bacen. Não é qualquer empresa que entra sozinha. A maioria dos PSPs e fintechs entra via parceiro que já tem a arquitetura e as licenças necessárias.
Segundo a Febraban, o número de empresas conectadas ao sistema cresceu 146% em doze meses, de 239 mil para 589 mil. Quem não está acompanhando esse ritmo está deixando dados do próprio cliente dentro de outra instituição, sem acesso a eles.
Como nós da Barte operamos nesse cenário
Nós da Barte oferecemos infraestrutura de pagamentos e emissão em modelo whitelabel. As empresas que operam com a Barte podem lançar produtos financeiros próprios dentro do sistema regulado, usando os dados que o open finance disponibiliza para personalizar ofertas de crédito, antecipação e serviços financeiros para seus clientes finais.
Na prática, quando o open finance amplia o volume de dados disponíveis, o cliente da Barte consegue incorporar essas informações nos seus produtos. Sem construir tudo do zero. Sem precisar se tornar uma instituição financeira licenciada para isso.
Pergunta para o seu time de produto: dos dados que o open finance agora disponibiliza, quantos você consegue acessar hoje para personalizar a oferta de crédito ou antecipação para o seu cliente final? Se a resposta for "nenhum" ou "não sei", o problema não é regulatório. É de infraestrutura.
Quer entender como a Barte pode dar acesso a essa infraestrutura sob a sua marca? Acesse whitelabel.barte.io.
Perguntas frequentes sobre open banking e open finance
O que é open banking? Open banking é o sistema de compartilhamento de dados bancários entre instituições autorizadas pelo Banco Central, mediante consentimento do cliente. Inclui dados de contas, cartões e operações de crédito. Surgiu no Brasil em fevereiro de 2021 e foi a base regulatória do open finance.
O que é open finance? Open finance é a expansão do open banking para todo o sistema financeiro brasileiro. Inclui seguros, previdência, investimentos, câmbio e capitalização, além dos dados bancários originais. É regulado pelo Banco Central e segue os requisitos de consentimento da LGPD.
Qual a diferença prática entre open banking e open finance? A diferença está no escopo dos dados disponíveis. Open banking cobre apenas produtos bancários. Open finance amplia para todo o relacionamento financeiro do cliente, incluindo seguros, previdência e investimentos. Para quem constrói produtos financeiros, isso significa acesso a um perfil muito mais completo para personalizar ofertas.
O cliente precisa pagar para participar do open finance? Não. O compartilhamento de dados é gratuito para o cliente. A autorização é voluntária, pode ser revogada a qualquer momento e segue os requisitos de consentimento da LGPD.
Como a Barte se posiciona nesse cenário? Nós da Barte oferecemos infraestrutura de pagamentos e emissão em modelo whitelabel. As empresas que operam com a Barte podem lançar produtos financeiros próprios dentro do sistema regulado, usando os dados do open finance para personalizar ofertas de crédito, antecipação e serviços financeiros para seus clientes finais.
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