O mercado de pagamentos B2B no Brasil está em consolidação estrutural: dos mais de 2.000 players ativos hoje, projeções do setor estimam que apenas cerca de 600 empresas permanecerão operando até 2028.
Esse número circula bastante em painéis e eventos do setor. O que circula menos é o que ele significa na prática para quem opera agora.
No primeiro quadrimestre de 2025, o Brasil registrou 476 operações de fusões e aquisições, o segundo melhor início de ano da história, segundo relatório da Sling Hub e Torq. Quando boa parte desse movimento passa por fintechs e empresas de pagamentos, a conta é direta: alguém está comprando, alguém está sendo comprado e alguém está simplesmente saindo.
O volume do mercado explica por que tanta empresa foi atraída para o espaço. O mercado global de pagamentos B2B soma US$ 120 trilhões, segundo o Goldman Sachs, e caminha para ultrapassar US$ 200 trilhões em 2028. Só no Brasil, 77% das transações B2B são feitas a prazo, movimentando R$ 4,1 trilhões, conforme análise da Qive sobre 500 milhões de notas fiscais emitidas entre 2023 e 2025.
Oportunidade enorme. Exatamente por isso, atraiu gente demais, com modelos que não fecham.
Três mudanças já em curso
1. O BC subiu o sarrafo
As regras de Open Finance publicadas pelo Banco Central em 2025 combinam exigência de capital mínimo mais alto com restrições em contratos de parceria. Para empresas menores, essa combinação cria uma barreira que não é questão de tempo para superar. É questão de ter capital e estrutura de compliance ou não ter.
Quem não tem, sai. Não em dois anos.
2. O capital ficou mais criterioso
As fintechs captaram US$ 2,77 bilhões em 2025, com metade das rodadas registradas no auge de 2021, segundo o mesmo relatório. O dinheiro não sumiu do setor. Ficou mais seletivo para onde vai.
Investidores estão migrando para operações que já mostram escala e resultado real. Quem depende de nova captação para fechar o mês não tem mais para onde correr. O ciclo de expansão por tese, sem lucro, acabou.
3. Boleto cede, Pix ainda não chegou
O boleto ainda responde por 69,3% do valor financeiro movimentado entre empresas, queda de 4 pontos percentuais em relação a 2023. O Pix, por sua vez, ocupa 1,6% das notas fiscais e 0,5% do valor financeiro em transações B2B em 2025, segundo dados da Transfeera.
Esse vácuo é onde vivem as empresas que não sabem para qual lado correr. Quem não tem clareza de proposta vai perder os dois lados ao mesmo tempo.
O erro que se repete
A gente vê um padrão recorrente nos players que estão lutando para sobreviver: adicionam produto como resposta a qualquer pressão. Mais um método de pagamento, mais uma integração, mais uma feature no portal.
O problema não é falta de produto. É excesso de dependência.
Dependência de um único fornecedor de infraestrutura, de um único adquirente, de um único canal de receita. Quando esse fornecedor é adquirido e muda o modelo comercial sem aviso, quando a taxa sobe no contrato de renovação, quando o suporte para de responder em prazo razoável, quem está nessa posição não tem saída prática. Aceita as novas condições ou começa do zero.
Dito isso: tem operação que chegou nessa situação por movimento certo, não por descuido. Cresceu rápido com um único parceiro porque fazia sentido naquele momento. O problema não é o passado. É não ter alternativa disponível quando o parceiro muda.
A consolidação não está eliminando empresas por falta de demanda. Está eliminando empresas que construíram operação em cima de uma infraestrutura que pode ser tirada de baixo delas.
O número que torna urgente
Para uma empresa que processa R$ 10 milhões por mês no cartão, cada ponto percentual de markup comprimido representa R$ 100 mil a menos por mês. Em 12 meses, R$ 1,2 milhão.
Se esse markup é travado em tabela fechada, sem negociação por perfil de cliente, não há como competir com quem precifica de forma flexível. A diferença não aparece no produto. Aparece na margem, mês a mês.
Tem ainda o float. Para R$ 10 milhões em saldo médio e CDI atual de 13,75% ao ano, deixar esse valor em conta sem rendimento representa aproximadamente R$ 114 mil por mês que deixam de entrar. Invisível no dia a dia, visível no P&L.
Juntando markup comprimido e float parado, a diferença entre uma operação com infraestrutura própria e uma operação dependente de tabela única pode passar de R$ 2 milhões por ano para o mesmo volume processado. Esse é o número que muda a conversa interna sobre investir em estrutura agora.
O que a Barte observa
Na Barte, trabalhamos com empresas de pagamentos que processam R$ 3 milhões ou mais no cartão por mês. Operações com esse perfil que estão crescendo em 2025 e 2026 têm características comuns: processam no online com marca própria, sem expor ao cliente final nenhum outro nome; operam com markup definido por perfil de cliente, não por tabela única; e monetizam o float com conta digital integrada que rende desde o primeiro dia. Quando uma venda online falha e pode ser recuperada, a Barte identifica o comprador, entra em contato via WhatsApp e processa novamente em minutos, sem intervenção humana, representando até 11% a mais em vendas para merchants ativos, sem nenhuma mudança na operação deles.
Aliás, boa parte das empresas que chegam até nós não veio porque estava buscando upgrade. Veio porque o provedor que usava foi adquirido, e precisava de estrutura nova com agilidade de migração.
Teste isso com a sua infraestrutura atual: se o provedor que você usa hoje for adquirido amanhã e mudar o modelo comercial, em quanto tempo você consegue migrar a operação para outra estrutura? Se a resposta for "meses", você está com risco de concentração crítico.
Como montar uma operação independente
A Barte oferece infraestrutura white label para empresas de pagamentos que querem operar com marca própria, sem depender de fornecedores que podem mudar as regras a qualquer momento.
Maquininha com a sua marca, portal de gestão com o seu logo, conta digital no seu nome. Suporte humano dedicado via WhatsApp com resposta em minutos, sem fila de chamado. Antifraude calibrado para o perfil da sua carteira, não motor genérico.
A Barte cresceu 10 vezes em dois anos operando no lucro, com cap table controlado por fundadores. Não vai pivotar por pressão de investidor no momento em que você mais precisar de estabilidade.
Quem está montando uma operação agora, ou saindo de uma plataforma adquirida, pode estruturar tudo isso com prazo de integração e proposta já definidos.
Fale com o time da Barte em whitelabel.barte.io
Perguntas frequentes sobre consolidação do mercado de pagamentos B2B
O que é a consolidação no mercado de pagamentos B2B? É o processo de redução do número de players ativos, via fusões, aquisições e encerramento de operações inviáveis. No Brasil, projeções indicam queda de mais de 2.000 para cerca de 600 empresas até 2028, impulsionada por regulação mais restritiva do Banco Central, capital mais seletivo e compressão de margens.
Quem vai sobrar no mercado de pagamentos B2B? As operações que têm infraestrutura própria, não dependem de um único fornecedor e conseguem precificar por perfil de cliente. Independência operacional é o critério mais determinante nesse cenário, não tamanho ou anos de mercado.
Como o Pix está impactando o mercado B2B? A penetração ainda é baixa: 1,6% das notas fiscais e 0,5% do valor financeiro em transações B2B em 2025, segundo dados da Transfeera. O boleto ainda domina com 69,3% do valor movimentado. A transição está acontecendo, mas o timing é gradual e o modelo operacional precisa se preparar para os dois instrumentos ao mesmo tempo.
O que é risco de concentração para empresas de pagamentos? É a dependência de um único provedor de infraestrutura, adquirente ou canal de receita. Quando esse provedor muda o modelo comercial, é adquirido ou deixa de funcionar como esperado, a operação fica sem alternativa imediata. É o principal fator de eliminação no ciclo atual de consolidação.
Como a Barte atende empresas de pagamentos nesse cenário? A Barte oferece infraestrutura white label completa: processamento online com marca própria, recovery com IA via WhatsApp, banking integrado com rendimento de float, markup flexível por cliente e suporte humano dedicado. Empresas com R$ 3 milhões ou mais no cartão por mês podem estruturar ou migrar para uma operação independente com prazo e proposta definidos. Acesse whitelabel.barte.io.
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