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O que é open finance

Publicado em

2/6/2026

O que é open finance

Imagem:

Open finance é o sistema regulado pelo Banco Central que permite ao cliente autorizar o compartilhamento de seus dados financeiros entre instituições distintas via APIs padronizadas, invertendo quem detém a relação com o cliente.

Isso não é projeto-piloto de banco grande. Em fevereiro de 2026, o Brasil já tinha 154 milhões de consentimentos ativos no sistema, segundo o Banco Central. Pra ter uma ideia de escala: são mais consentimentos do que pessoas com conta bancária há dez anos. A infraestrutura está consolidada. O que ainda está em construção é o entendimento de quem, fora dos bancos, vai se beneficiar disso.

E a resposta mais honesta é: quem se mover antes.

Dados não eram seus

Antes do open finance, os dados do seu cliente ficavam presos na instituição onde ele operava. O banco sabia o histórico completo de renda, gastos, inadimplência e comportamento. Qualquer outra instituição que quisesse fazer uma proposta de crédito precisava pedir o extrato na mão, torcendo para o cliente ter paciência.

Esse modelo não era por falta de tecnologia. Era uma vantagem estrutural que os incumbentes tinham interesse em manter.

A Resolução Conjunta nº 1 do Banco Central mudou isso: os dados pertencem ao cliente, não à instituição. Com o consentimento do titular, qualquer participante do open finance pode acessar histórico de transações, movimentações, operações de crédito e dados cadastrais. A lógica de quem controlava o relacionamento virou de ponta-cabeça.

Open banking era o começo

Aqui vale uma distinção que aparece confusa com frequência, e tem impacto prático para quem opera em pagamentos B2B.

Open banking limitou o escopo ao compartilhamento de dados bancários. Open finance expandiu para seguros, previdência, investimentos, câmbio e, o que importa mais para PSPs e fintechs de pagamento: recebíveis, histórico transacional e dados de faturamento de empresas.

Isso muda muito a análise de crédito para pessoa jurídica. Antes, um PSP que queria oferecer antecipação de recebíveis precisava de meses de relacionamento com o cliente para entender o perfil da operação. Com open finance e os dados certos, essa análise pode sair em minutos, desde que o cliente consinta e a instituição tenha estrutura para processar.

O número de empresas conectadas ao sistema cresceu 146% em 12 meses, chegando a 589 mil CNPJs ativos em 2025, segundo dados do Open Finance Brasil. A adoção corporativa ainda é menor do que a de pessoas físicas, mas a curva é mais íngreme.

O que muda para PSPs

Vamos ser diretos aqui.

A pergunta que a maioria dos CEOs de PSP ainda faz é "devo oferecer open finance?". Ela está errada, ou ao menos incompleta. A pergunta certa é: como a abertura de dados altera o custo de aquisição e retenção da minha base?

Uma fintech com acesso ao histórico financeiro consolidado de um prospect consegue uma proposta de crédito ou antecipação de recebíveis sem pedir documentação, sem extrato manual, sem semanas de espera. Quem não tem isso no produto depende de relacionamento prévio. Num mercado onde o cliente pode autorizar o compartilhamento pelo celular em dois minutos, relacionamento prévio sem dados vira fricção.

Para plataformas que querem crescer em embedded finance (crédito, antecipação, gestão de caixa dentro do próprio produto), o open finance é o que viabiliza a oferta sem depender de banco parceiro para cada consulta. Aliás, não é nem exatamente "viabilizar": é o que separa uma proposta relevante de uma proposta genérica.

Pergunta para fazer ao seu time técnico:
"Nossa plataforma está preparada para atuar como instituição receptora de dados no open finance? Temos APIs certificadas pelo Banco Central para receber e processar consentimentos de clientes?"

Quem participa e quem decide entrar

O Banco Central obriga a participação das instituições S1 e S2 (os grandes bancos e conglomerados). Para fintechs e PSPs, a entrada é opcional.

Isso diz tudo sobre como a regulação enxerga o equilíbrio de poder: quem tem dados é obrigado a abrir. Quem não tinha dados pode optar por receber. É uma assimetria regulatória favorável para o mercado challenger — se souber usar.

As instituições participantes operam em dois papéis: transmissoras (compartilham dados do próprio cliente) e receptoras (recebem dados de clientes que consentiram em outras instituições). É possível operar nos dois simultaneamente. A governança envolve o Banco Central, a CVM e a estrutura técnica do Open Finance Brasil, com padronização de APIs e auditabilidade dos consentimentos.

Segurança e LGPD

O compartilhamento só ocorre com consentimento explícito do titular. Toda transferência usa APIs certificadas com criptografia e autenticação forte, conforme a Instrução Normativa BCB nº 587/2025.

O cliente revoga quando quiser, pelo app da instituição. Após a revogação, os dados param de ser atualizados. Uso indevido (prazo de retenção estourado, finalidade diferente da declarada) é infração à LGPD. Para quem recebe dados como instituição receptora, a responsabilidade é sua.

Como a Barte conecta isso

Na plataforma Barte, clientes que operam como whitelabel têm infraestrutura de pagamentos construída sobre APIs abertas conectadas ao sistema regulado. A visibilidade de recebíveis, a conciliação automática e a gestão de fluxo de caixa passam pela mesma camada técnica que o open finance usa para mover dados entre instituições.

Para PSPs e fintechs que querem lançar ou escalar operação financeira própria, isso não é detalhe de arquitetura: é o que determina se você consegue competir com quem já acessa dados consolidados do cliente. Se você está avaliando como estruturar isso, nossa solução de whitelabel foi desenhada para entregar essa infraestrutura sem precisar construir do zero: whitelabel.barte.io.

Perguntas frequentes sobre open finance

O que é open finance?
Open finance é o sistema regulado pelo Banco Central que permite ao cliente autorizar, via consentimento digital, o compartilhamento de seus dados financeiros entre instituições participantes. Vai além do open banking: abrange seguros, investimentos, previdência, câmbio e dados de pagamentos corporativos, incluindo recebíveis e histórico transacional de empresas B2B.

Open finance é obrigatório para fintechs e PSPs?
Não. A participação obrigatória é restrita às instituições S1 e S2 (grandes bancos e conglomerados), conforme a Resolução BCB nº 295/2023. Para fintechs e PSPs, entrar é uma decisão estratégica, mas o impacto competitivo de ficar de fora está se tornando cada vez mais concreto.

Qual a diferença entre open banking e open finance?
Open banking limitou o escopo a dados bancários básicos. Open finance expandiu para seguros, previdência, investimentos, câmbio e histórico de pagamentos de empresas. Para quem opera em B2B, a diferença prática está nos recebíveis e no fluxo de caixa. São dados que agora podem ser acessados com consentimento, sem depender de relacionamento bancário preexistente.

Como funciona o consentimento?
O cliente autoriza diretamente no app da instituição onde opera. O consentimento especifica quais dados, por quanto tempo e para qual finalidade, e pode ser revogado a qualquer momento. O Banco Central exige que toda instituição participante ofereça gestão de consentimentos de forma simples, imediata e auditável.

Como a Barte opera nesse contexto?
A infraestrutura de whitelabel da Barte é construída sobre APIs abertas conectadas ao sistema regulado de pagamentos. Clientes que operam como PSP ou fintech via plataforma Barte têm visibilidade de recebíveis, conciliação automatizada e gestão de fluxo de caixa sobre a mesma camada técnica que suporta o open finance. Mais detalhes em whitelabel.barte.io.

Quer estruturar uma operação financeira própria sobre essa infraestrutura? Conheça o whitelabel da Barte.

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