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Banking as a Service: o modelo que está remodelando o mercado

Publicado em

3/6/2026

Banking as a Service: o modelo que está remodelando o mercado

Imagem:

Banking as a Service é o modelo pelo qual instituições financeiras reguladas disponibilizam sua infraestrutura bancária via APIs para que empresas de qualquer setor possam lançar produtos financeiros com sua própria marca, sem precisar obter licença bancária própria.

O que mudou não é a definição. Em novembro de 2025, o Banco Central e o CMN publicaram a Resolução Conjunta nº 16, criando o primeiro marco regulatório específico para BaaS no Brasil. Empresas com contratos vigentes têm até 31 de dezembro de 2026 para se adequar. A discussão saiu do campo da inovação e entrou no de compliance.

Quem estava esperando a regulação chegar para começar a se preparar já está atrasado.

O que a Resolução 16 define

A resolução estabelece três serviços que podem ser ofertados dentro do modelo BaaS: abertura e manutenção de contas de depósito ou pagamento, serviços de adquirência e operações de crédito. Todos precisam ser prestados exclusivamente por canais eletrônicos, sempre vinculados ao cliente final.

Antes, cada player definia o escopo do BaaS conforme conveniência.

A zona cinza era útil para crescer rápido.

Só que agora qualquer empresa que terceiriza infraestrutura bancária precisa demonstrar governança, controles de risco, compliance de AML/CFT e rastreabilidade de ponta a ponta. Quem construiu em cima de gambiarra vai ter trabalho para se adequar até dezembro de 2026, e construir compliance apressado custa mais do que qualquer taxa de plataforma.

O mercado em números

O BaaS no Brasil deve movimentar US$ 14 bilhões até o final de 2026. O país concentra 57,8% de todas as fintechs da América Latina, segundo o Banco Central, e foi um dos primeiros a criar regulação específica para o modelo. O embedded finance, que usa BaaS como base, deve gerar R$ 24 bilhões em receita adicional no Brasil no mesmo período.

Não é projeção de analista. É o que já está em contrato, em produto, em operação.

O que mudou de verdade

As empresas não financeiras entraram de vez

Varejistas, marketplaces, ERPs e plataformas B2B estão incorporando contas de pagamento, crédito e adquirência nos seus próprios produtos. Não como aposta de inovação. Como resposta a um cliente que já espera serviço financeiro embutido na ferramenta que usa todo dia.

A conversa mudou de produto para infraestrutura

Nós da Barte acompanhamos isso de perto. Há dois anos, o papo era "vamos lançar uma carteira digital". Hoje a pergunta é qual infraestrutura entrega velocidade para lançar, compliance para operar e margem para crescer sem aumentar risco. Empresas que entenderam essa mudança pararam de tentar construir tudo internamente e passaram a escolher melhor sobre o que construir por cima.

Aliás, tem um ponto aqui que costuma ficar de fora da conversa. Marca própria no produto financeiro deixou de ser diferencial para virar expectativa básica. O usuário final não quer saber quem é a instituição por baixo. Quer a experiência da marca que já usa, com o login que já conhece. Quando o produto financeiro aparece "by [nome que o usuário nunca ouviu]", a taxa de ativação cai. Nós da Barte medimos isso nos parceiros que operam pela plataforma.

Nem toda empresa deveria construir infraestrutura própria de BaaS, aliás. Para quem tem volume baixo e produto simples, faz sentido avaliar primeiro. O problema é que "volume baixo" está caindo rápido com a pressão de mercado.

O que ninguém ajustou ainda

A maioria das empresas ainda entende BaaS como uma API de conta.

Isso está errado. O que está realmente em jogo é conseguir operar adquirência, contas e crédito com marca própria dentro de uma estrutura que já atende à Resolução 16/2025, sem montar time jurídico próprio para compliance de BaaS, sem construir rastreabilidade do zero, sem deixar o time de produto travado em integrações que não escalam. Isso não se resolve com uma API de conta contratada às pressas antes do prazo.

Pergunta para fazer ao seu provedor de BaaS agora: sua infraestrutura já está adequada à Resolução Conjunta nº 16/2025? Consigo lançar produto com marca própria, conta, adquirência e identidade visual customizada em quanto tempo? Se a resposta depender de "análise de escopo", a infraestrutura não está pronta.

Como operamos esse modelo

Na plataforma de whitelabel da Barte, o parceiro visualiza o produto financeiro completo com sua própria marca: dashboard, extrato, configuração de taxas, split de pagamentos, controle de repasses e relatórios de reconciliação. Sem referência visual à Barte no produto entregue ao cliente final.

A adequação à Resolução 16/2025 já está incorporada. Nós da Barte não entregamos só a camada técnica: governança, rastreabilidade e controles de risco fazem parte da plataforma desde o início, não como camada adicionada depois porque a fiscalização chegou.

Quer ver o produto com a sua marca? Acesse whitelabel.barte.io.

Perguntas frequentes sobre Banking as a Service

O que é Banking as a Service? Banking as a Service é o modelo pelo qual instituições financeiras reguladas disponibilizam sua infraestrutura bancária via APIs para que empresas de qualquer setor possam lançar produtos financeiros com sua própria marca, sem precisar obter licença bancária própria.

O que muda com a Resolução Conjunta nº 16/2025? A resolução criou o primeiro marco regulatório específico para BaaS no Brasil. Define que apenas instituições autorizadas pelo Banco Central podem prestar serviços de BaaS, especifica os serviços permitidos (contas, adquirência e crédito) e exige estruturas de governança, compliance e rastreabilidade. Empresas com contratos vigentes têm até 31/12/2026 para se adequar.

Uma empresa não financeira pode operar BaaS com marca própria? Sim, desde que apoiada por uma instituição regulada pelo Banco Central. O modelo permite que varejistas, plataformas B2B e fintechs ofereçam produtos financeiros com sua própria identidade visual, operando sobre a infraestrutura e licença do parceiro regulado.

Qual é o tamanho do mercado de BaaS no Brasil? O mercado de BaaS no Brasil deve movimentar US$ 14 bilhões até o final de 2026. O Brasil concentra 57,8% das fintechs da América Latina e foi um dos primeiros países com regulação específica para o modelo.

Como a Barte viabiliza o Banking as a Service com marca própria? Na plataforma da Barte, o parceiro opera com dashboard, extrato, configuração de taxas e relatórios com sua própria identidade visual, sem referência à Barte no produto final. A infraestrutura já inclui os controles exigidos pela Resolução 16/2025, incluindo governança, rastreabilidade e AML/CFT.

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