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A Persistente Força do Dólar Desafia Economias Globais e Provoca Ações de Bancos Centrais

Publicado em

4/4/2024

A Persistente Força do Dólar Desafia Economias Globais e Provoca Ações de Bancos Centrais

Imagem:

Canva

A valorização do dólar em relação às principais moedas mundiais tem sido uma fonte de tensão global, levando bancos centrais e governos a tomarem medidas decisivas para proteger suas economias. De Tóquio a Istambul, a dominância do dólar está forçando autoridades a intervir no mercado de câmbio, seja através de declarações estratégicas ou ações práticas, numa tentativa de mitigar os impactos de uma economia americana que continua mostrando força e dinamismo.

Em 2024, o dólar americano registrou valorização frente a quase todos os seus principais concorrentes. Isso resultou em uma postura mais ativa do Japão, que tem sinalizado a possibilidade de intervenção para fortalecer o iene, negociado perto de seu valor mais baixo em 34 anos. Na Turquia, um aumento surpresa nas taxas de juros buscou reforçar a lira, enquanto a China e a Indonésia adotaram medidas para estabilizar suas respectivas moedas. Países como Suécia e Índia também sentem a pressão e buscam estratégias para lidar com a situação.

Essas medidas remetem a 2022, um ano marcado por queixas de autoridades na Suíça e no Canadá sobre o enfraquecimento de suas moedas em meio a um cenário de inflação crescente e um dólar fortalecido que pressionou economias emergentes, contribuindo para o default histórico do Sri Lanka. Atualmente, nações com altos níveis de dívida externa, como Maldivas e Bolívia, permanecem particularmente vulneráveis à contínua valorização do dólar.

Helen Given, operadora de câmbio da Monex, ressalta que "O dólar americano continua exercendo pressão sobre outros bancos centrais. No atual ambiente global, onde parece haver um esforço para encerrar ciclos de aperto monetário, o domínio do dólar não mostra sinais de enfraquecimento."

Enquanto os principais bancos centrais do mundo se preparam para iniciar o maior ciclo de cortes de juros sincronizados desde 2008, a expectativa é que o dólar continue se beneficiando, mantendo-se como uma das moedas com a taxa básica mais alta entre as principais economias desenvolvidas.

Leia mais:

Carmen Reinhart, professora da Harvard Kennedy School e ex-economista-chefe do Banco Mundial, sugere que além das intervenções cambiais, as autoridades monetárias mostram disposição em adotar políticas mais flexíveis que o Federal Reserve americano, embora com cautela para não afetar negativamente suas moedas.

Investidores, reconhecendo essa realidade, têm aumentado suas apostas na força contínua do dólar, com indicadores de posições de fundos alcançando os níveis mais altos desde 2022, de acordo com dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC).

Para Ed Al-Hussany, estrategista de taxas da Columbia Threadneedle Investment, esses movimentos sinalizam uma nova era de domínio do dólar, desafiando economias ao redor do mundo a se adaptarem a essa realidade persistente.

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