A Barte, infraestrutura de pagamentos, adquirência e corporate banking para médias e grandes empresas, sete meses após a estimativa de valor de mercado na casa do R$ 1 bilhão chega a um novo marco - seu faturamento em março de 2026 se aproximando dos R$ 300 milhões. A empresa opera no cruzamento entre dois problemas estruturais do varejo brasileiro: a fragmentação dos meios de pagamento e a ineficiência do capital de giro nas cadeias comerciais. Seu produto combina soluções de pagamento B2B com serviços de corporate banking para empresas de diversos níveis e segmentos.
A plataforma abrange pagamentos online e uma camada de inteligência artificial aplicada à reconciliação automática, previsão de fluxo de caixa, gestão de recebíveis e precificação de risco — aprofundando, progressivamente, a dependência operacional dos clientes em relação ao sistema.
A receita do crescimento
A sequência de dados é direta. Receita anualizada de R$ 150 milhões em agosto de 2025. R$ 250 milhões em novembro. próximo aos R$ 300 milhões em março de 2026 — crescimento de 100% em sete meses em uma vertical que exige infraestrutura regulatória, confiança institucional e integração profunda com ERPs, bancos e cadeias de fornecimento.
Para uma corporação crescendo acima de 150% ao ano, com R$ 10 bilhões em volume transacionado e estrutura de custos que sustentou rentabilidade operacional desde 2024, o enquadramento de receita elevados não é incomum no setor. A Stripe, maior processador de pagamentos do mundo, foi avaliada em US$ 159 bilhões em fevereiro de 2026, com receita estimada de US$ 6,86 bilhões — múltiplo de cerca de 23x em escala plena. A Ramp, fintech B2B americana em estágio de crescimento acelerado, foi avaliada em US$ 7,65 bilhões com receita anualizada de aproximadamente US$ 300 milhões — múltiplo de 25x.
Negócio que sustenta os números
Os R$ 300 milhões de receita anualizada não são apenas um indicador de escala. É o sinal de que a Barte está profundamente integrada nos fluxos financeiros de seus clientes — o que, em linguagem de fintech, traduz-se em churn baixo, expansão de carteira elevada e custo de aquisição amortizado ao longo de relacionamentos contínuos.
A camada de inteligência artificial da plataforma deixa de ser funcionalidade e passa a ser diferencial competitivo: modelos treinados sobre o histórico transacional de cada cliente permitem que a Barte ofereça crédito, antecipação e produtos de tesouraria em condições que nenhum banco generalista consegue replicar sem o mesmo volume de dados proprietários. Com aplicações de IA que ampliam a capacidade operacional sem crescimento proporcional de equipe, a empresa conseguiu escalar a receita sem pressionar a estrutura de custos — condição que viabilizou a lucratividade operacional atingida em 2024.
"A Barte adota uma estratégia de expansão com estrutura de custos austera. Alcançamos uma operação lucrativa em 2024 e, com aplicações de IA, temos um time cada vez mais transformacional apesar de enxuto. Isso nos dá opcionalidade nas conversas com investidores. Como a operação da Barte se sustenta sem grandes aportes, conduzimos as negociações com tranquilidade para chegarmos em termos mais vantajosos para nossa tese", afirma Raphael Dyxklay, presidente da Barte.
Cada real que passa pela plataforma é um ponto de dado para precificação de risco, que retroalimenta os produtos financeiros e cria uma vantagem competitiva que se aprofunda com o tempo. Com R$ 20 milhões de volume transacionado mensalmente nessa vertical, a empresa adiciona pagamento presencial a um stack que já integra recebíveis, e-commerce e banking — um perímetro de operação que requer anos de relacionamento regulatório e infraestrutura para ser replicado.
O venture capital global tem redobrado a atenção sobre empresas em mercados emergentes que demonstram crescimento sustentável sem dependência de rodadas sucessivas de capital. Nesse contexto, as métricas da Barte tornam-na uma candidata natural a protagonizar uma das rodadas mais relevantes do ecossistema brasileiro em 2026, seja em um processo competitivo de growth equity, seja em uma operação que combine primária e secundária.
“Se a meta de R$ 500 milhões para 2026 se confirmar — e o ritmo dos últimos sete meses não aponta para outro cenário —, o bilhão de dólares deixa de ser um horizonte e passa a ser o próximo dado público da trajetória da empresa", afirma o presidente.
Sobre a Barte
Fundada no Brasil, a Barte é uma infraestrutura de pagamentos, adquirência e corporate banking para médias e grandes empresas. A companhia desenvolveu uma plataforma própria que integra recebimentos, pagamentos, gestão de caixa e crédito, permitindo que empresas centralizem suas operações financeiras em um único ambiente altamente customizável.
Além do processamento de pagamentos, a Barte opera uma vertical de corporate banking voltada à gestão de liquidez, antecipação seletiva de recebíveis e conciliação financeira. A empresa também investe no uso de inteligência artificial aplicada a pagamentos e eficiência operacional, com foco em automação, recuperação de receitas e análise de fluxo de caixa. Atualmente, a plataforma é utilizada por empresas que buscam internalizar sua infraestrutura financeira com padrão institucional e PayFacs.
Atendimento à imprensa Barte
João Salles Alves:
PR & Comms Specialist
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